Bolsonaro apostou no confronto corporal com as instituições

*Por Dema:

No último 7 de setembro presenciamos a realização de vários encontros pelo Brasil à fora, eu mesmo estive presente em um desses, o Grito dos Excluídos que aconteceu no Rio de Janeiro, 27a. edição e incluiu na pauta a palavra de ordem #Fora Bolsonaro.

O evento cumpriu o importante papel de manter uma frente de combate acesa e firme na luta. Também aconteceram as “manifestações” dos defensores de Bolsonaro que saíram às ruas, não com o objetivo de falar do aumento do dólar, dos altos preços dos alimentos, como o país que está se tornando um privilégio para poucos.

Bolsonaro faz o enfrentamento com as instituições não por ter firmeza ideológica, como quando grita no microfone do poderoso carro de som (alugado com dinheiro de origem duvidosa). Ele somente visa mandar recados para que os mandados de prisão não cheguem aos seus filhos que estão sendo investigados até a raiz dos cabelos.

As “manifestações” pró-Bolsonaro mantiveram-se no ritmo de sempre, pedindo o fechamento das instituições, intervenção militar, e outras barbaridades. Tudo isso construído por uma minoria de falsos brasileiros alucinados contra 75% de brasileiros reais que não querem nem ouvir falar dessas atrocidades.

Como toda a mentira que para se manter necessita de outras mentiras, até tornar-se uma aparente verdade, Bolsonaro tem a necessidade de continuar com suas bravatas.

Enquanto promove Motociatas e manifestações deste tipo, deixa de lado pautas importantes como combate à miséria, geração de empregos, combate à inflação e redução dos preços dos combustíveis.

 Poderia ter sido uma manifestação, mas não foi. Bolsonaro apostou no confronto corporal com as instituições, num ringue típico do seu meio. Bolsonaro continuará sua cruzada em defesa do indefensável; a cruzada contra as instituições, cruzada contra a prisão de seus filhos, cruzada por uma reeleição que parece a cada dia mais distante.

O saldo das manifestações bolsonistas já é anunciado pelas redes de TV: a bolsa caiu, o Dólar teve nova alta, nenhum posto de trabalho foi criado e, o churrasco de fim de semana continua prejudicado.

*Dema é Secretário de Organização do PT Carioca e da direção da Resistência Socialista do RJ. (foto: STF)

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