O Grito dos Excluídos: democracia, emprego e renda

“O campo democrático tem de estar ativo para defender a pauta do povo: é a vida das pessoas que importa”, afirmou a presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, no Grito dos Excluídos, em São Paulo, no 7 de setembro.

O Grito dos Excluídos, um manifesto histórico de mais de duas décadas por justiça social no país, ecoou alto, no 7 de setembro, pelas principais capitais brasileiras e centenas de cidades. Os atos exigiram saúde, moradia e alimentação digna ao povo abandonado pelo governo Bolsonaro em plena pandemia. As manifestações foram encerradas no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com a presença de lideranças do PT, representantes de movimentos sociais, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lideranças estudantis e de sindicatos, entre outros.

A presidente Nacional do PT, Gleisi Hoffmann celebrou a força do povo brasileiro ao resistir à truculência antidemocrática do bolsonarismo, levando a luta pela liberdade para as ruas. “Aqui é ato das representações da população: entidades civis, sindicais, dos movimentos populares”, elencou.

“É nas ruas que temos de continuar, fazendo esses atos, chamando o campo democrático para defender a democracia. Mas esse campo tem de estar ativo para defender a pauta do povo: emprego, renda, vacina, moradia. É a vida das pessoas que importa”, argumentou.

“Medo é uma palavra que não consta do nosso dicionário, é a coragem que nos impulsiona à luta”, afirmou Gleisi. “Foi a coragem do povo brasileiro que venceu uma ditadura , que fez uma nova Constituição. Não vamos perder essa luta, de quase 40 anos”.

Fracasso bolsonarista

A petista reiterou que as ações bolsonaristas fracassaram, depois de um planejamento de dois meses “convocando atos pelo Brasil, preparando as manifestações”. Segundo Gleisi, “empreenderam um esforço enorme, com dinheiro obscuro, que veio por malas no aeroporto de São Paulo ou por carros nas rodovias”.

“Conseguiram fazer os atos com milhões que eles queriam? Conseguiram invadir o Supremo, o Congresso, parar o Brasil com os caminhoneiros? Não!”, exclamou. “Bolsonaro falou de si mesmo, está com medo do inquérito no Supremo Tribunal Federal”.

O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad exaltou o caráter democrático dos atos do Grito dos Excluídos. “Temos um ato defendendo a democracia e a Constituição da República, direitos sociais, o combate ao racismo, igualdade de gênero, escola pública de qualidade, universidade para todos, os direitos das pessoas com deficiência”, conclamou. Haddad condenou ainda o ato bolsonarista pela ditadura e pelo o fascismo da Avenida Paulista.

Brasil soberano

O ex-prefeito reiterou a importância da participação popular na defesa de um Brasil soberano. “Essa manifestação não é a primeira e não vai ser a última, não vamos sossegar até ver um democrata eleito, um homem que gosta do povo, de direitos, que lutou a vida toda pela liberdade do seu povo e da sua gente, pela dignidade das pessoas”, afirmou Haddad, ao exaltar o governo e o exemplo de vida do presidente Lula.

Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), destacou o caráter histórico do ato do grito dos Excluídos: “Estamos na rua querendo um Brasil diferente, que nos orgulha perante o mundo, que nos permite ter trabalho, renda, que valoriza o serviço público e suas estatais”, destacou o dirigente.

Solidariedade

“Diferente do ato do genocida, nosso ato é um ato de solidariedade às famílias dos quase 600 mil que perderam a vida pelo Coronavírus. Sabemos que 70% dessas mortes poderiam ter sido evitadas se não fosse o comportamento genocida do governo Bolsonaro”, lamentou Nobre.

Para o presidente da CUT, os atos foram uma extensão da solidariedade com os milhões de brasileiros e brasileiras que passam fome. “Foi bonito ver barracas distribuindo alimentos que foram comprados da agricultura familiar”, disse, citando a arrecadação de alimentos dos movimentos populares.

Da Redação PT. (Foto: CUT)

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