O PT que temos e o PT que queremos ter…

*Por Antonio Lopes Cordeiro (Toni):

Tem algo que não se pode negar, tampouco duvidar. Ser petista na essência é ter a missão de defender sempre, que ele continue sendo um instrumento de luta e de garantia de direitos da classe trabalhadora e de todas as pessoas discriminadas e injustiçadas. Foi para isso que ele nasceu.

Tenho sido questionado por algumas pessoas próximas sobre a movimentação existente rumo às eleições de 2022, onde transitam vários comentários quanto ao processo de alianças, sobre quem será o vice de Lula e o de Haddad e quem estará conosco nessa complexa caminhada. Tenho respondido duas coisas. A primeira que estamos em plena era do fake news e segundo que ainda passará muita água por baixo da ponte até as eleições.

Uma coisa é certa. O PT perto dos seus 42 nos de vida, tem um dilema a tratar para 2022. Apostar na tal Frente Ampla, onde se misturam golpistas moderados, a Centro Esquerda moderada e outros setores, com objetivo principal de tentar derrotar Bolsonaro e apostar todas as fichas para a volta de Lula como presidente, mesmo correndo o risco dele ganhar e não governar, como aconteceu no segundo mandato da Presidenta Dilma ou embarcar via Frente Democrática e Popular, que seria um campo político mais seguro, mas que requer uma nova engenharia da militância à esquerda, apontando para uma base organizada do partido, faltando para isso muita compreensão política e onde muitos partidos, ditos aliados, não querem e nem pretendem estar.

Nada nesse relato é novo, além da disputa com os milicianos, pois esses dois modelos de gestão vem sendo discutido há muito tempo. Enquanto um lado pende para as alianças meio no escambo ou de “porteira fechada”, o outro lado só caminha com alianças programáticas, mirando no que foi o golpe recente.

Estamos na verdade num momento crucial de resgate da nossa história, de fixação de alguns valores e princípios políticos-ideológicos, onde qualquer desvio poderá custar mais caro que o golpe desferido contra a Presidenta Dilma. Para um partido de esquerda com prestígio internacional, o caminho mais seguro, mesmo que mais longínquo, é o caminho sempre à esquerda e com a enorme tarefa de organização a partir de projetos coletivos.

Isso não quer dizer que não se possa dialogar com partidos não golpistas, no que se convenciona de campo progressista, com o proposito de se avançar no que for possível em termos de organização, mesmo com propostas muito diferentes ou continuar apostando em velhas formas de alianças, bem conhecidas, que já vimos esse filme antes, mesmo antes de ser lançado.

A pergunta que não quer calar é: “É um pecado político fazer alianças?” Claro que não! Desde que a alma do povo não esteja no negócio. Existe um velho chavão que na política é quase que uma verdade absoluta: “Diz com quem andas que direi quem tu és” e podemos emendar em outro: “O que for combinado de forma transparente não é caro”. Agora o que não for combinado custa muito caro e com sérios problemas de pagamento.

Que o PT seja e continue sendo o ponto de encontro de pessoas que pensam e defendem direitos de forma organizada, rumo à construção de uma sociedade justa, fraterna e igual para todos e todas, principalmente para quem tem a solidariedade como a maior das ideologias.

Quem é o PT? O PT somos nós!

*Antonio Lopes Cordeiro (Toni). Estatístico e Pesquisador em Gestão Social. (foto de Ricardo Stuckert)

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