Wagner Marighella

Por Francis Ivanovich.

Fui ao cinema ver Marighella. Excelente produção. Vale a pena. Havia recebido o link do filme, me recusei acessar. Sei o trabalho e o investimento que custa aos realizadores e artistas. Uma falta de respeito, desonestidade ver filme que está nos cinemas, dessa maneira. Não há argumentos, desculpas que justifiquem. É furto de propriedade intelectual alheia.

Sem falar que ver um filme no cinema, não tem igual. Qualquer obra assistida no celular, na tela do computador ou TV, não reproduzem a experiência da sala escura. Ir ao cinema é um clássico em nossa vida.

Marighela, filme adorado por uns, odiado por eles, é muito bem produzido, a direção de Wagner Moura é exata. Elenco afinado, Seu Jorge perfeito. É filme maduro. Vai ficar.

Nas poltronas da frente quatro jovens, na faixa dos 19 anos. Eles não imaginavam que veriam o que viram. Ficaram ligados, usando uma expressão deles, curtiram.

Fiquei a pensar sobre o Brasil que esses jovens herdaram. Tanta luta e deu no que deu. No entanto, o filme nos lembra o bem precioso que é a democracia, a liberdade, que não podemos nunca concordar com regimes e sujeitos autoritários. Jamais.

Marighella é um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos. Afirmo sem receio. Não consigo mais chamar Wagner Moura dessa maneira. Agora, para mim, é Wagner Marighella. Pelo menos, por enquanto. Está marcado positivamente pela obra. O cara deu um tiro certeiro. Na mosca.

*Francis Ivanovich é jornalista e cineasta, editor deste blog da RSRJ.

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