Lugar de mulher é na política

Por Francis Ivanovich:

Recentemente a União Parlamentar (UIP) divulgou que o Brasil ocupa o 142º lugar no ranking de representatividade feminina na política, mesmo que as mulheres sejam 52% da população brasileira.

Na Câmara dos Deputados, por exemplo, das de 513 cadeiras, apenas 77 são ocupadas por deputadas federais, o que corresponde a 15%; e no Senado somente 12 mulheres foram eleitas para as 81 vagas, o que equivale a uma participação feminina de 14%.

Na Assemblea Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) constatamos mais uma vez a mesma situação. Das 70 cadeiras, apenas 13 são ocupadas por mulheres como deputadas estaduais.

Isso precisa ser seriamente debatido pela sociedade, e principalmente pelas próprias mulheres. A participação feminina na política necessita ser ampliada expressivamente. Este tema me chamou a atenção motivado por uma mulher impressionante que atua na Baixada Fluminense: Letícia Florêncio.

Essa jovem mulher com sua presença atuante tem conquistando pouco a pouco novos territórios no estado. Nascida em São João de Meriti, bióloga, educadora popular, Letícia Florêncio é, sem dúvida, uma das mais interessantes renovações na política fluminense, política esta tão machista e atrasada.

Participei no último sábado, 26 de março, de um evento na Baixada, onde pude comprovar a autenticidade e compromisso dessa mulher que tem na flor margarida seu símbolo de luta sob a estrela do PT. Letícia é pré-candidata a ALERJ e certamente pode representar um ganho importantíssimo para o povo das perfiferias relegadas, sejam elas da Baixada Fluminense ou de outras regiões.

É curioso que a pré-candidata tenha se inspirado no próprio sobrenome, Florêncio, para adotar a flor margarida como seu símbolo de luta. É sabido que essa flor delicada é também conhecida como bem-me-quer e mal-me-quer.

Inconscientemente, talvez, Letícia Florêncio tenha encontrado na flor mais do que um símbolo, mas a mensagem explícita que exala o desejo sincero do bem querer do povo e, ao mesmo tempo, trabalhar a poda dos males que brotam pelos jardins esquecidos desse fértil estado.

Convido você mulher de todo o Rio de Janeiro a conhecer esta pré-candidata que de fato tem como característica a luta popular; ela será sua voz na defesa dos seu direitos, do combate firme à violência, e ao reconhecimento inequívoco de que a política não é lugar exclusivo dos homens.

Letícia Florêncio nos dá esperança de um canteiro possível para novas cores e perfumes de justiça social.

*Francis Ivanovich é jornalista e Cineasta. (foto de Raphael Bocanera)

1 comentário

  1. Perfeito, Sr. Francis. A cultura instituida e ainda predominante de que a mulher se deixa, e consequentemente se vê bem representada por homens, também nesse espaço de poder e decisão, é mais uma articulação do braço pesado do patriarcado, ratificado pela sociedade. Enquanto sociedade, fomos ensinadas/os/es assim. Mas, a luz no fim do túnel, aparece quando diversas produções, assim como essa tua e outras ações, começam a questionar esse fato, e confrontá-lo, visibilizando e propondo alternativas. Letícia, como Cora Coralina, é aquela mulher que escala a montanha da vida, removendo as pedras e plantando flores. Parabéns!!1

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