Efeitos ciclícos da miséria

Por Victor Hugo Marcondes:

Extirpar de vez a pobreza extrema no Brasil nunca foi um interesse das elites.
Ao contrário, perpetuar a miséria e a fome servem de estímulo para que os mais ricos continuem usufruindo da exploração da mão de obra assalariada.


Distribuição de riqueza em um país onde o povo pobre é trabalhador e que verdadeiramente sustenta toda essa gente, constituiria inexoravelmente um Ataque aos privilégios. O grande problema do Ultraneoliberalismo que atualmente nos governa é que eles realmente acreditam que somente se alcança o equilíbrio fiscal com redução de despesas, o que por si só demonstra esse pensamento errático por parte deles!


O equilíbrio fiscal que necessitamos para retomar a geração de empregos, fazer frente a redução da renda do povo brasileiro, retomar uma política industrial séria aqui perpassa antes de mais nada por começarmos a eleger políticos que invistam a longo prazo em saúde, educação e segurança!

Somente com esses três vetores de desenvolvimento teremos a capacidade de tornar PERENE AS CONQUISTAS ECONÔMICAS E SOCIAIS, único meio para que nesse efeito cíclico da economia possamos deixar algum legado para as futuras gerações sobretudo as crianças que necessitam de mais prioridade para que não haja no futuro a necessidade de investirmos em educação profissional ou construção de presídios por exemplo!


Nunca antes na história deste país, o povo se viu entre dois projetos: um projeto que reconhece que é difícil em uma sociedade complexa como o Brasil compatibilizar crescimento econômico, controle da inflação e políticas de inclusão social, mas com decisões políticas acertadas, capacidade de escolher e inverter prioridades do poder público e vontade política, é possível ao menos atenuar a vida sofrida de quem precisa de governos e corrigir nossos graves equívocos ao longo da história com muita reflexão e trabalho, do outro projeto que encontrando legitimidade no discurso contra a corrupção e pela segurança pública esquece que pessoas com expertise na área de segurança do estado não podem e não devem atuar em áreas sociais que requer pessoas com formação na área social.


Economicamente, o Brasil não pode mais viver com esse ciclo pois as futuras gerações que no caso é a nossa está pagando o preço hoje de escolhas erráticas no passado sem nenhum compromisso com os mais pobres, aqueles que são os ALIJADOS DO PATRIMÔNIO QUE É A VIDA EM ABUNDANCIA!


Que possamos em 2022 fazer das urnas um espaço de esperança de tempos melhores, mas jamais esquecer que as mudanças só virão quando vierem acompanhadas também com a participação da sociedade na nossa condução dos nossos destinos.


Mudanças pelas urnas sem virem acompanhadas de mudanças da sociedade não legitimarão nem tornarão equânime nosso desenvolvimento que para ser válido precisa da participação popular de todos, um povo consciente e organizado.

Victor Hugo Marcondes: Ciências Políticas, Líder da Pastoral, Direito, Pós-Consumidor, Téc ADM, Min.da palavra e padrinho.

1 comentário

  1. Em outubro, o eleitor terá mais uma vez a chance de intervir de forma positiva no âmbito da seara política federal e estadual, votando de forma consciente e responsável, sem se deixar seduzir por falácias, sofismas e falsas promessas.

    Através do voto, o povo tem o poder de mudar o cenário político, econômico e social do país.

    Nestas eleições, não se deixe enganar… de novo !!

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