O descaso de Bolsonaro com a inflação

Por Jilmar Tatto:

Os números não mentem: a vida de milhares de famílias está muito pior nos últimos anos. O desemprego e o aumento de preço do custo de vida estão corroendo a renda das pessoas, que se veem obrigadas a escolher entre pagar contas básicas ou comprar comida. Enquanto nos governos petistas a classe média prosperava, sob Jair Bolsonaro cada vez mais famílias são empurradas para a pobreza.

A inflação é sem dúvida um dos principais problemas. Em 2021, ela bateu recorde (10,06%) de crescimento que não víamos há quase duas décadas, subindo mais de 5% em relação a 2020 (4,52%). Combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica e alimentos estão entre os principais vilões que mordem o bolso das pessoas, em especial as mais pobres. De acordo com o IBGE, para famílias com renda entre 1 e 5 salários-mínimos, a inflação foi 10,16% acima do índice oficial.

Incompetência

O governo Bolsonaro tenta esconder seu fracasso econômico atrás da pandemia de Covid-19, que sim ajudou a piorar, no entanto isso não é inteiramente verdade. A política de preços praticadas pela Petrobras; a falta de controle de estoque de alimentos feita pelo poder público; e o sucateamento da Eletrobras são grandes responsáveis pelo aumento de custo de vida das pessoas.

Se a pandemia foi responsável pelo aumento do desemprego, a indiferença de Bolsonaro foi a grande culpada pela demora do pagamento do Auxílio Emergencial (aprovado em março de 2020 e só foi pago em maio), assim como a falta de um programa de segurança alimentar.  Essas ações ajudariam milhares de famílias passarem pela crise com o mínimo de segurança e perspectivas garantidas.

A vida já foi melhor

Quando o PT foi governo, conseguimos trazer para o debate políticas cujo centro objetivo central era melhorar das pessoas. Programas como Brasil sem Miséria; Bolsa Família; Minha Casa, Minha Vida; e Luz para Todos são exemplos de ações que deslocou o foco da atuação do governo federal para garantir o atendimento às necessidades mais básicas das camadas mais pobres da sociedade.

A Petrobras, uma empresa construída com o dinheiro do povo brasileiro, tinha uma política de preços que aliviava os impactos inflacionários para os consumidores finais. Principalmente em relação ao diesel, combustível responsável pelo transporte de pessoas e cargas.

Os estoques públicos de alimento sempre foram uma forma de proteger a oscilação de preço de alimentos básicos, como arroz, feijão e milho. Por conta das políticas liberais dos governos Temer e Bolsonaro acabaram praticamente vazios, deixando as famílias sujeitas a aumentos proibitivos como vimos com o arroz, há pouco tempo.

Esperança no futuro

Como professor de história, acredito que olhar para o passado é a melhor forma de entender o presente, assim poder projetar o futuro. Esse ano vamos debater dois modelos de gestão e fazer uma opção nas urnas.

O atual só trouxe mais pobreza e desalento a milhões. O outro é construído sobre uma base de ações que melhoraram a vida das pessoas, e que traz uma visão de futuro e esperança do Brasil ser feliz novamente.

Jilmar Tatto é Secretário Nacional de Comunicação do PT. (foto de Felipe Araújo)

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