Como explicar os adoradores do “mito”?

Por Antonio Lopes Cordeiro (Toni):

Participei em São Bernardo do Campo um pouquinho antes da pandemia, de uma roda de conversa com professores e alunos de filosofia, para análise do Livro “A morte da Verdade”, da escritora americana Michiko Kakutani, sobre as mentiras que garantiram a vitória de Trump nos Estados Unidos. Para um grande contingente dos americanos, naquele momento pós eleição, a verdade tal qual como a conhecemos tinha morrido, golpeada pelas mentiras.

A vitória dessa criatura genocida e do mal que desgoverna o país, ocorreu da mesma forma. Centrada em Fake News, onde a palavra de ordem é matar quem se opuser a ele, ou por falta de vacina, onde milhares de mortes podiam ter sido evitadas com vacina em tempo. Nessa seara estão as mulheres, pobres, negros e negras, pessoas homoafetivas, índios, petistas e tantos mais, pois a morte hoje em dia se confunde com a vida, que continua valendo muito pouco.

Sinceramente o que me assusta não é o processo eleitoral, pois nós da esquerda brasileira, lutamos muito para que voltássemos a poder votar e elegermos diretamente quem nos governa, mesmo contra a velha direita neoliberal que só defende a “Casa Grande”, deixando a “Senzala” apenas com suas migalhas. Apesar dos pesares, esse é o caminho natural, mesmo dessa frágil democracia representativa que é surrada todos os dias pelos fascistas de plantão. Somos e defendemos a democracia direta. Aquela que a população organizada defende seus direitos.

O que me assusta de fato é quase um terço do eleitorado do país não conseguir identificar o que há por trás dessa campanha do ódio e tampouco se sensibilizar com mais de trinta milhões de pessoas passando fome e mais de sessenta milhões ganhando um pouco mais de um salário mínimo, ou ainda sessenta mil pessoas morando nas ruas da capital de São Paulo por não poder mais pagar aluguel, sem contar os preços nos supermercados, que mudou o hábito de consumo.

Uma versão de gente complicada e confusa. Odeiam Lula por só ter nove dedos, ser nordestino e ter tirado o Brasil do mapa da fome da ONU, além de centenas de projetos que muitos foram dizimados pelo genocida de plantão e endeusam um demônio mal evoluído que tem a morte como grande aliada. Armar a população é coisa de golpista e de quem quer desavença.

Onde estão seus adoradores e adoradoras? Entre nós. Zombando da população pobre, odiando os petistas e a esquerda e fazendo gestos de arminhas, como se a política fosse uma grande brincadeira, que não é ou se nutrindo do nada ou das mentiras contadas pelo seu ídolo.

Quero deixar claro, que ser da esquerda é um estado de espírito, antes mesmo de ser uma opção ideológica, pois lutamos até o fim da vida por liberdade plena, por justiça social e contra todas as formas de opressão e discriminação, onde a cor da pele, opção sexual, credo religioso e a cultura de cada um e uma é uma ação a ser respeitada e não para ser atacada, como se Deus fosse propriedade de alguns segmentos ou se macho significasse apenas ser hétero.

Deixo aqui expresso minha solidariedade a quem está sendo perseguido ou atacado e atacada.  Somos da esquerda organizada e estou alinhado a quem enxerga o país de todos e de todas e não de apenas de um segmento que se acha dono da verdade, baseada na mentira. Para nós a verdade de vocês é uma grande falácia, pois a nossa, apesar de golpeada todos os dias sobreviverá das lutas, das trevas e com senso de organização popular e coletiva, pois é centrada no amor ao próximo e no processo de integração que nos faz fortes e sem medo de ser feliz.

No dia da eleição proponho irmos armados de livros para votar, pois enquanto para nós se trata de obras primas do conhecimento, fascistas os queimam para esconder as verdades.

Até a vitória e posse dia Primeiro de Janeiro de 2023, quando estaremos lá!

Antonio Lopes Cordeiro (Toni) é Estatístico e Pesquisador em Gestão Social.

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